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  • FAUSE HATEN DÁ ENTREVISTA PARA O SITE E+ E FALA SOBRE moda, música e teatro

    21 September 2012

    Causou espanto quando Fause Haten surgiu cantando em seu próprio desfile numa das edições da São Paulo Fashion Week. Muitas perguntas surgiram desde então. Por que ele está cantando? Por que ele decidiu trabalhar como ator? Será que o motivo foi ele ter vendido sua empresa? O que ele quer provar?
    O estilista, dos mais respeitados do mercado e o preferido de muitas mulheres que o enxergam como o mago do glamour, nunca se preocupou com respostas. Ele simplesmente continuou a criar, compor, cantar. Lançou um disco autoral, seguiu em turnê - o próximo show será na próxima terça-feira (25) - e continuou a desenvolver figurino para teatro e peças para enfeitar gente comum. Haten falou com exclusividade ao E+ sobre o que é luxo e lixo para ele.

    Você está fazendo o figurino de Alô Dolly, que estreia em outubro, no Rio de Janeiro. De onde vem sua ligação com o teatro?
    Estamos terminando os ensaios e a produção aqui em São Paulo. Estrearemos no Oi Casa Grande, no Rio, dia 12 de outubro, com Marília Pêra e Miguel Falabella estrelando a peça. Sou apaixonado por teatro. Fiz alguns figurinos nos anos 90, e depois, com meu trabalho internacional, acabei parando. Em 2005, quando voltei para o Brasil e decidi estudar teatro, passei a ser muito procurado para fazer figurinos. Na época, recusei muitos, porque queria me concentrar nos estudos e não misturar as coisas. Quando me formei no Célia Helena, em 2009, acabei aceitando fazer o figurino do musical O Médico e o Monstro. Eu queria ver a montagem de um espetáculo por dentro, e foi para mim uma grande experiência. De lá para cá tenho feito muitos figurinos. Neste ano fiz O Mágico de Oz, com direção de Charles Möeller, e agora estamos acabando Alô Dolly, como disse. Meu trabalho como figurinista é instintivo. Gosto de pensar na cena vendo de fora, e também pensando no ator por dentro da cena: como ele se sente dentro do figurino, o que ele precisa dele e como ele se movimenta no palco.

    Paralelamente, você mantém uma grife. Quais são exatamente os aspectos técnicos que diferenciam o design de peças para atores e para gente comum?
    A minha marca, a FH, caminha super bem. Hoje optamos por ter uma loja em São Paulo. Fechada, com atendimento com hora marcada. No Brasil todo vendemos em lojas multimarcas as linhas feminina, bolsas, acessórios e joias. Nossa linha masculina tem venda exclusiva on line pelo site www.lojafh.com.br. Faço viagens periódicas para visitar as lojas e ter contato com minhas clientes regionais. Dia 27, inclusive, estaremos em São Luís, no Maranhã, fazendo desfile de lançamento da coleção Verão 2012/2013.

    Você também tem se dedicado à carreira de cantor, inclusive faz show na semana que vem em São Paulo. Como encara esse tipo de arte?
    Cantar é uma paixão que se tornou realidade. Lancei o CD FH com músicas de minha autoria em 2011. O show do dia 25 terá repertório de músicas de amor, dores de amor, vícios de amor. Composições de Roberto Carlos, Cazuza, Reginaldo Rossi e músicas de Alcione, Fábio Jr., Chitãozinho e Xororó rearranjadas por mim e pela minha banda. Contamos, através delas, histórias de amor.

    Como pesquisa repertório e quem escreve para você?
    Nas músicas autorais eu escrevo com André Cortada. Ele mais como músico. Eu como letrista. Mas, claro, contribuímos um com o outro. Para escolher músicas de outros compositores sigo a intuição. Eu as escolho e levo para nossos encontros semanais no estúdio de ensaio. Às vezes dá super certo. Noutras percebo, cantando, que não são para mim. Há letras que adoro, mas, como disse, não consigo que saiam da minha boca.
    A moda deixou de ser desafiante ou a arte lhe deixa mais completo como profissional?
    Sou um artista. A moda é uma das minhas expressões, a que mais conheço e onde mais me sinto seguro. Apesar disso, decidi na vida que não vou deixar de experimentar caminhos novos. O desconhecido me rejuvenesce, me joga para frente. A melhor coisa que me aconteceu na vida foi ter voltado a estudar. Passei quatro anos, todas as noites, numa sala de aula aprendendo coisas que não sabia, estudando para melhorar e atingir algo.Antes eu fazia apenas uma roupa e não sabia onde e como seria usada. Hoje no teatro posso desenhar a roupa, pensar nas cores dos personagens juntos, nos cenários, na luz, no que se falará, qual será o gesto etc. Me sentir capaz de cantar, atuar, escrever, compor, pintar, desenhar, sonhar. Me libertar da necessidade de acertar, do medo do erro, da reprovação. Saber que faço coisas porque preciso fazer e que se não fizer um dia vou me arrepender. Tudo isso, para mim, é me assumir como artista no mundo em que vivo.

    Walter Rodrigues acabou de encerrar a carreira como estilista. Você pensa nisso?
    Fiquei surpreso com a notícia porque faz tempo que não falo com Walter. Ao mesmo tempo, eu o conheço bem e sei que é um grande artista. Se tomou essa decisão foi seguindo seu coração. Tenho certeza que qualquer mudança é sempre entusiasmante. Nunca pensei em abandonar a moda. Tenho acrescentado coisas na minha vida, e isso cada vez me deixa mais feliz e criativo. Quando decidi vender a minha empresa em 2007 minha justificativa era a minha vontade de ser um homem de criação, e não um empresário. Muita coisa aconteceu de lá para cá, mas, de uma forma ou de outra, é isso o que eu sou hoje: um profissional totalmente dedicado à área criativa e muito feliz. A variedade de assuntos com que lido no meu dia, inclusive, me traz mais frescor e leveza em cada uma dessas áreas. Nunca fica chato, sempre é novo.

    A moda está numa encruzilhada? Por quê?
    Sim, o mundo está numa encruzilhada. O consumo se sobrepõe a valores. Tudo está mudando. Não temos mais certeza de quem somos nesse jogo, e qual nossa função. Realmente 2012 determina o fim do que se conhecia, e o início de um novo modo de viver e pensar. Dentro disso, procuro me manter fiel a não não "ter que" fazer nada, e apenas procurar o que minha alma pede. Afinal, desse "novo mundo" só sabemos que ele virá, mas não tenho ideia de como será. (ri)

    O que é luxo?
    Nos dias de hoje é o tempo. Toda a riqueza do mundo nada será se não houver tempo para usufruí-la. O tempo do relógio e o tempo interior, o tempo da alma.

    O que é lixo?
    É o que não quero pra mim. E, acima de tudo, é o que não quero gerar.

    Serviço:
    O que: Vício com Fause Haten e banda
    Onde: Bourbon Street (Rua dos Chanés, 127, 11.5095.6100, São Paulo)
    Quando: 25 de setembro, às 22h
    Quanto: R$ 35 a R$ 50

    Por João Luiz Vieira


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  • Jornal O Globo - Encontro inédito em "Alô, Dolly" - figurinos de Fause Haten - estréia 12 de outubro no Oi Casa Grande

    20 September 2012


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  • blog fashion is my playground - 22/07/2012

    24 July 2012

    O SHOW DE FAUSE HATEN!

    Essa semana fui com minha Mãe e Ana Lu para o Show/Palestra do estilista Fause Haten no Manhattan Café Theatro. Sou admiradora do seu trabalho de longa data (lembram que fiz um post sobre o desfile incrível no SPFW?) e não perderia por nada!

    Ele veio ao Recife pra apresentar sua nova faceta de cantor e entre uma música e outra ia respondendo as perguntas da platéia. Clima intimista e descontraído, mais bacana impossível! Fause contou que começou seu projeto musical em um dos seus desfiles, tomou gosto pela coisa e não parou mais. Hoje faz shows pararelamente ao seu ofício de estilista e nos disse que essa parceria é fundamental para seu processo criativo.

    Com uma banda super ‘azeitada’ e alto astral, ele nos apresentou o Show Vício, cantando as dores e sabores do Amor. Arrasou!!! O repertório mixava, através de arranjos moderninhos, canções de sua autoria com clássicos da música brasileira. Adorei ouvir “O tempo não para” de Cazuza, “Tenho” de Sidney Magal e até “Você não vale nada mas eu gosto de você” da Banda Calcinha Preta. Tudo de bom!!!

    Super tranquilo e extremamente acessível, Fause Haten foi respondendo com muita sinceridade todas as perguntas, inclusive as mais polêmicas como o uso de peles de animais no mundo da moda: ele defende a liberdade do uso de peles, cabe às pessoas usarem ou não. Também não concorda que a violência e o ataque contra quem as usa seja o caminho para protestar. Para ele, violência não se combate com violência.

    Fause explicou que na sua profissão é fundamental ter personalidade e correr riscos, experimentar, ousar misturar várias formas de arte, a exemplo do que vem fazendo com a moda e a música. Esse foi o conselho dado a alguns estudantes da área que estavam na platéia. Além disso, acredita que para sobressair nesse mercado competitivo, é imprescindível exaltar a individualidade, insistir no ‘olhar pra dentro’ e seguir o caminho.

    Com 25 anos de uma sólida e consagrada carreira, Fause nos disse ainda que a moda está na moda e o desfile passou a ser mais próximo do público em geral. O que mais lhe incomoda nos dias de hoje é o simbolismo de poder, de status: algumas pessoas compram peças não porque gostaram, mas porque ela está na moda e possuindo este item, elas estarão inseridas em um determinado contexto social.

    O que é ser chic para ele? É ser você mesmo! Usar o que gosta e ponto, pois não concorda em ditar regras como os conceitos de certo e errado. Mesmo que ele não goste do que o outro está vestindo, vai respeitá-lo. Sobre tendências, o estilista afirmou que esta só se estabelece quando vai para as ruas. Nesse sentido, a atuação de blogs de moda é excelente, uma vez que ajuda a difundir o tema através do olhar particular do blogueiro (Yay!!!).

    Para sua próxima coleção, ele mostrará o diferencial nas suas roupas por meio de trabalhos artesanais e manuais. Ele usará mais cores e, sobretudo, a não cor: o branco. Mal posso esperar! Sei que muita coisa linda vem por aí!

    Após ser muito aplaudido, Fause foi gentilíssimo: falou com todos nas mesas, tirou várias fotos e conversou rapidamente com alguns presentes. Já haviam me dito que ele era um gentleman, um amor de pessoa. Tive a plena certeza disso e me tornei ainda mais fã!

    Por Karina Camerino


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  • BLOG OXENTE MENINA - 19/07/2012

    24 July 2012

    FAUSE HATEN EM RECIFE

    Ontem tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente o estilista Fause Haten, que esteve no Manhattan, aqui em Recife, para bater um papo sobre moda {claro!} e apresentar ao público pernambucano o seu trabalho como cantor.

    A dinâmica da apresentação foi super interessante e leve, mesclando o show com a interação do público com perguntas entre uma música e outra. Mostrando simplicidade, carisma e uma banda super simpática {destaque pro guitarrista André, que é a fonte da animação}, o designer falou sobre seu trabalho e deu algumas dicas para quem deseja inveredar na área.

    Individualismo. Essa foi a palavra-chave de Fausen durante a conversa. Quando questionado sobre tendências, o designer afirmou que os formatos estão desgastados, a tendência é o que se estabelece depois que as coleções são apresentadas, e com tanta reinvenção da moda, sobressai-se aquele que confia em seu individualismo para mostrar algo novo. “Às vezes o mais interessante é o olhar do criador sobre algo, e não a sua criação em si”.

    Moda usável e democrática. Em resposta a um questionamento da plateia sobre as roupas “muito doidas” que eram apresentadas nos desfiles, F. salientou que procura fazer em suas coleções roupas possíveis, e afirmou que o público passou a entender melhor o conceito da moda, abrindo o leque para essa democratização. Afirmou, ainda, que os estilistas têm tentado transformar suas criações em peças mais comerciais.

    Uso de peles. “Não defendo o uso de peles, e não condeno quem usa. Defendo a liberdade de cada de um de se expressar da maneira que lhe convém”. Questionado sobre a polêmica sobre o assunto que assolou as redes sociais há algumas semanas, Fausen afirmou que sofreu bullying por já ter feito uso de peles em suas coleções, mas ressaltou a incoerência nas acusações: “as pessoas querem defender a não-violência contra os animais agindo com violência contra outras pessoas”.

    Ditadura na moda. “Ditar regras é uma forma arcaica de ver a moda. O que serve para mim pode não servir para você, ou o fato de não gostar de algo que alguém esteja vestindo não faz com que esteja errado. Como profissional de moda eu entendo proporções, sei o que serve ou não para alguém, mas não existe mais o certo e o errado.”

    Quem não teve a chance de ir ontem, Fause Haten e banda se apresentam novamente hoje no Manhattan. Vale a pena!

    Por Ana Lu Fragoso


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  • Bruna Linzmeyer, no papel de Anabela, aparece linda vestindo FH por Fause Haten na novela Gabriela

    23 July 2012


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  • Site FFW | Direto da Passarela

    19 June 2012


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  • Revista Elle I Junho 2012

    15 June 2012

     


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  • O Musical o Mágio de Oz com figurino criado por Fause Haten é Ttema do programa Bastidores do canal Multishow

    04 June 2012

    Parte 1

    Parte 2

     


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  • Tem mais FH no figurino da série "As Brasileiras", desta vez na atriz Juliana Alves!

    06 February 2012


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  • Confira o look FH que Sandy irá usar na abertura da nova série da globo "as brasileiras"

    03 February 2012


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